Nas eleições de antigamente, mesmo sendo "voto obrigatório", o povo fazia questão de irem ao Cartório Eleitoral, tirar o título de eleitor, para terem o "direito de votar". Lembro-me que no ano de (1968), eu contava os dias, para fazer meu ani-
versário, pra ir tirar o meu título de eleitor, para nas eleições, fazer igual ao que o meu saudoso pai fazia. No das eleições, meu pai e a minha saudosa mãe, acordavam cedo, colocavam lenha no fogão pra fazer o café; "pegavam seus títulos, co-
mo se fosse uma jóia". Meu pai, pegava o terno, que no dia anterior, a "minha mãe tinha engomado". Ele não esquecia o "lenço dobrado no bolsinho e a gravata com o nó, bem ajeitado no pescoço". Minha saudosa mãe, colocava o seu melhor vestido, dizendo que ia cumprir a sua obrigação de brasileira: votar consciente. Eu quando fui votar pela 1ª vez, não tinha terno. Porém, lembro-me que vesti minha melhor calça, de linho azul e uma camisa de mangas 3/4, que estava na moda na época. Meus sapatos, de cromo alemão, estavam reluzindo. Tudo aquilo, era pra eu votar pela 1ª vez. Aquela eleição, tinha também um outro motivo: Votar no candidato à vereador 'ANTÔNIO BARAÇAL',(falecido), que no ano de (1954), conseguiu, mesmo não sendo político, uma cirurgia em minha perna esquerda, que tinha nascido com má-formação. Além de elegê-lo, foi uma eleição inesquecível. Agora, com (70 anos) e não ser mais obrigado à votar, estou pensando seriamente, se não "será a última eleição", por não acreditar nessa política, do meu 'BRASIL', mude para melhor. Mas... sou brasileiro e espero que mude sim!.
Josemilton de S. e Silva
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