Ao ler algumas matérias na semana passada, sobre o navio presídio "RAUL SOARES".Veio à minha mente o meu passado dos (anos 60), desde quando estivemos morando em "BRASÍLIA", época de sua fundação, até a nossa volta para o "ITAPEMA" no começo do ano de (1964). Meu pai um "JANISTA" convicto, de vassourinha na "lapela", e admirador de "JANGO e BRISOLA", dizia que tínhamos que voltar para o "ITAPEMA", porque em BRASÍLIA ia haver uma revolução. Lá em BRASÍLIA, meu pai fez campanha contra o parlamentarismo que tinha (TANCREDO NEVES), empossado (1° ministro) no primeiro golpe, entre (SETEMBRO DE 1961 a JUNHO DE 1962). Em (1964) meu pai decidiu se afastar da política, porque quem contestava o regime militar era (comunista), e podia ir parar no (navio presídio) "RAUL SOARES". Ancorado no largo, em frente a base aérea, ponto estratégico do regime militar, até mesmo a prainha da "BOCAINA", era permitido para a criançada e adolescentes, pescarem sirí. Para que ninguém ficasse andando pelas imediações durante a noite, diziam que aquele navio era fantasma, e que as pessoas escutavam lamentos de quem havia morrido no seu interior. Anos mais tarde, alguns amigos que estiveram presos, relataram que eram acordados com soldados urinando em seus rostos dizendo: acorda comunistas traidores. Apesar de na época eu ter só (14 anos), lembro-me muito bem de como era esse (NAVIO PRISÃO).
Josemilton de S. e Silva (mimito)
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